27 de julho de 2011

Review - Shadows of the Damned

Shadows of the Damned consegue ser uma ótima mistura de ação, terror e tiro em terceira pessoa com bons toques de humor e uma excelente trilha sonora. Foi lançado em 21 de junho de 2011 com a produção da Grasshopper, chefiada for nada mais, nada menos que Shinji Mikami(criador da série Resident Evil e de Vanquish). A (má)distribuição ficou por conta da EA.
O enredo não é criativo, porém cativa. Você é Garcia Hotspur, um mexicano caçador de demônios que tem sua amada Paula, raptada por um demônio chamado Flamming, o governante do submundo.(adivinhem? Você vai ter que ir até o inferno para resgata-la e é claro, estourar cada um dos 6 olhos de Flaming). A história não conta como ou porque Garcia se tornou um caçador de demônios e nem o ponto de vista de outros humanos com relação a existência de tais criaturas(quem sabe isso seja explicado em um segundo título?). Garcia ainda conta com a ajuda de Johnson, um ser capaz de se transformar em armas e até mesmo em uma moto!

Use a tocha para atordoar os inimigos.
Na jogabilidade não há o que reclamar, exceto pela lentidão de movimentar a mira quando se está com alguma arma em punho, mas isso pode ser resolvido fácilmente aumentando a velocidade nas opções do jogo. Quanto ao arsenal, são 3 armas de fogo e uma tocha.

A tocha é mais usada para afastar os inimigos e remover a proteção de sombras que envolvem os inimigos, também pode ser usada para matar, desde que seja energizada antes. Todas as armas de fogo possuem lightshot(um tiro que remove a proteção e paraliza temporariamente os inimigos, além de afastar a escuridão quando atinge uma cabeça de bode dourada. Legal e bizarro né?) e passam por upgrades no decorrer do jogo.

Um bom motivo para conhecer o inferno.
O revolver é a única arma disponível no início do jogo e só é realmente efetiva com headshots. Possui como função secundária uma espécie de mina adesiva que é fundamental para quebrar armaduras e destruir obstruções que dão acesso a cavernas secretas.

A metralhadora é boa contra chefes e inimigos resistentes mas se torna realmente divina quando recebe um upgrade para mira automática.

A espingarda 12 é a melhor para o combate à curta distância, não é necessário mirar muito é só atingir o inimigo que ele explode em mil pedaços de entras e sangue. Através de um upgrade ela pode se tornar também uma espécie de lançador de caveiras/granadas(dá pra fazer strike com os inimigos).



Mini-game do boliche.
Durante o gameplay existem alguns mini-games e puzzles interessantes, como um jogo de plataforma 2D, uma espécie de boliche e um tiro ao alvo com criaturas gigantes(essa é uma das partes mais engraçadas do jogo, para derrotar os gigantes é preciso uma arma do mesmo porte, nada que um telefonema para um tele-sexo do inferno não resolva, o cano do Johnson cresce como se uma bala de viagra tivesse sido engatilhada!).


Metralhadora em ação. .
O jogo tem bons gráficos e uma arte bem elaborada, os efeitos de luz e sombra colaboram bastante com o clima sombrio dos cenários.

O audio do jogo foi muito bem elaborado, a musica ambiente consegue passar muito bem os sentimentos de raiva, angústia, ironia e desespero que o personagem principal vive durante sua odisseia no submundo, além de alguns bons punk rocks para elevar a moral. A dublagem merece destaque, os diálogos entre Garcia e Johnson são bem engraçados, principalmente pelos sotaques e trajeitos hispânicos e pelos tons de ironia e sarcasmo utilizados pelos personagens.

"Kid Johnson Bengala"
Junto ao fraco enredo, o tempo de jogo é outro ponto-fraco, leva-se em torno de 8 horas para a conclusão(isso se você for detalhista), o fator replay também é afetado pelo fato de não haver um new game+, reiniciar o jogo com todos os upgrades conquistados seria muito bom.

Com um pouco mais de capricho, Shadows of the damned poderia fácilmente figurar entre os 5 melhore jogos deste ano. Mas ao que tudo indica a EA não levou o jogo muito a sério, digo isso pela pouca divulgação que teve. Talvez tenha sido pela temática adulta, linguagem pesada e gore extremo que realmente não é para o estômago de qualquer um. “¿Tiene cojones para jugar, cabrón?”

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