11 de março de 2011

Review - Red Dead Redemption


Exaltado como o jogo do ano de 2010, Red Dead Redemption,  não é tudo isso...

Está longe de ser um jogo ruim, mas creio que há uma devoção excessiva. É ótimo, recomendo a todos, mas na minha opinião, não mereceu esse título, saiba o porquê.
 

Produzido e distribuído pela RockStar em 2010, Red Dead Redemption tem um predecessor, Red Dead Revolver(não joguei, para maiores informações clique aqui),  de 2004.

Para quem nunca jogou, pode-se descreve-lo como um western sandbox(ou um Gta do velho oeste). Você interage com um personagem, recebe uma missão e após cumpri-la são liberadas mais missões(algumas opcionais),  assim sucessivamente até o final do jogo. Estão disponíveis também uma série de mini games como: poker, dados, braço de ferro, 21, etc.  

Na parte gráfica, podem ser contempladas paisagens de cair o queixo (em determinado ponto do jogo, tive de parar a missão para admirar o por do sol), com uma reprodução muito fiel de fauna, flora e topografia das regiões montanhosas, pantanosas e desérticas dos Estados Unidos e México. Na parte dos personagens, pode-se notar uma evolução em relação aos gráficos do GTA IV.

O enredo não é brilhante, mas com o decorrer das missões, fica cada vez mais atrativo. Devido principalmente aos personagens carismáticos e situações inusitadas (interromper uma cena de sexo).
Um interessante elemento adicionado ao jogo (não sei se isso existia no primeiro) é o da caça. Podem-se caçar ursos, veados, lebres, cabritos. E depois vender as peles, garras e chifres (é um bom meio de se ganhar dinheiro).

Personagens carismáticos; movimentação corporal; sotaques; altas doses de realidade: sexo, tortura, corrupção, assassinatos (sinto cheiro de GTA); são elementos nos quais a RockStar é insuperável.
O tempo de jogo está na medida certa( não te deixa enjoado a ponto de querer terminar logo e não te deixa com cara de otário ao assistir o créditos finais), além do alto fator replay, devido às side quests e mini games.
O ponto fraco do jogo está nos Bugs. Em determinadas regiões, geralmente onde há menos espaços como cidades, ao chamar o cavalo, ele vem de fora da cidade e tentar passar por dentro dos edifícios. Em uma cena (ri bastante), um personagem esta sentado no “ar”, a cadeira estava invisível, e fica ainda mais bizarro quando ele põe os pés em cima da mesa. A seguir, uma compilação de outros bugs:


Outra falha, desta vez não relacionada a um bug, é que quando você esbarra (ou “sem querer” atropela com o cavalo) em um aliado durante uma missão: Mission Failed!  

O mapa de Red Dead é bem extenso (abrange EUA e México), por isso, viagens distantes, dentro e fora das missões, podem se tornar algo irritante (aproveitava esses momentos para caçar). Existe uma espécie de táxi que pode te levar a qualquer lugar, além de poder viajar de trem, o que reduz em muito o tempo de viajem, porém tais auxílios existem apenas nas “grandes cidades”, sendo assim, raramente são a melhor opção.

Por isso, pesando-se na balança, erros e acertos, além de levarmos em conta que o jogo não é inovador e que existe uma pesada concorrência (Mass Effect 2, Star Craft 2, Halo: Reach, Vanquish), Red Dead Redemption não foi o melhor jogo do ano.




1 comentários:

Marco Solid disse...

Concordo pra min Mass effect 2 é o melhor jogo de 2010.

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