7 de março de 2011

Indústria do Japão está morrendo




Parece impossível, mas a grande e gloriosa indústria de games, está enfrentando uma dura crise no Japão...

Tomonobu Itagaki (Ninja Gaiden) juntou-se ao um grupo de produtores japoneses, dentre eles está Kenji Inafune(Mega Man e Lost Planet) e Hideo Kojima(Metal Gear), que afirmaram que a indústria de vídeo games está morrendo em seu país.

Em declaração ao New York Times, Inafure afirma que a indústria japonesa está atrasada em pelo menos 5 anos.


−“Eu olho em volta da Tokyo Games Show e todos estão fazendo jogos terríveis". Afirma Inafune.
−"Concordo com ele". Disse Itagaki quando lhe questionaram sobre a sua opinião em relação às palavras proferidas por Inafune.
−"O Japão não conseguiu importar o capitalismo, ou melhor, não conseguiu perceber as ligações do capitalismo na economia do mercado livre". Disse Itagaki.

Agora vou falar um pouco sobre um texto muito interessante que li Na EGW 108 de Bruno Abreu( fundador e editor do site outerspace).

Os japoneses têm perdido relevância no mercado de games há cerca de uma década.
Os problemas são vários: há quem diga que a nova geração de criadores japoneses é desmotivada ou apenas pouco talentosa. Falta dinheiro pra investir em grande produções que rivalizem com os ocidentais. Os japoneses preferem portáteis e perderam o entusiasmo pelos consoles. Pode ser tudo isso, ou senão ao simples fato de que ocidentais, principalmente os americanos, estão mais preparados pra liderar uma indústria de bilhões de dólares como a dos games.

A vantagem das produtoras americanas começa no fato de que os mesmo temas, as mesmas histórias e muito dos mesmos talentos que funcionaram em Hollywood, estão sendo usados nos vídeo games. Jogos como Red Dead Remption e Call of Duty, são universalmente apreciáveis, enquanto as peculiaridades de um Final Fantasy e Dragon Quest, muitas das vezes não são entendidas fora do Japão.

Obviamente, há a Nintendo como um ponto fora da curva. Mas como ser uma "Nintendo" parece impossível, as produtoras japonesas estão optando por uma solução mais fácil, seguir o exemplo das concorrentes ocidentais, co-produzir com estúdios internacionais e até tentar criar jogos japoneses com temas ocidentais. São vários exemplos recentes, como Dead Rising, feito pela Capcom nos Estados Unidos e visando o mercado americano, Castlevania: Lords of Shadow co-produzido com a espanhola Mercury Steam, Silent Hill 8 feito no estúdio tcheco Vatra Games, e o novo Devil May Cry no estúdio inglês Ninja Theory.
A ironia é constatar que para voltar a ser relevante, a indústria japonesa que criou Super Mario, Sonic, Metal Gear e que por duas décadas foi a mais criativa e influente do mundo, está procurando se tornar menos japonesa.

Conclusões finais.

Depois de ler na Internet e na revista sobre esses textos acima, fico muito triste, porque acho os jogos americanos, apesar de muito bem feitos, mas são sem alma e genéricos. Fecho os jogos e depois de uma semana, não lembro mais de momentos marcantes que tive no jogo, como quando enfrentei os chefes de Metal Gear; passei pelas dungeons de Zelda; pequei aquela estrela no Mario; matei o 1º Colossus em Shadow of Colossus; enfretei 1000 criaturas sem coração em Kingdon Hearts 2; joguei na dificuldade insano de Ninja Gaiden II; me surpreendi com o final de Final Fantasy 10; entre tantos outros jogos japoneses. Agora, não me pergunte muito sobre os jogos americanos com ressalve até agora pra Mass Effect e Mafia 2, esses sim com uma bela história.

Para esse ano, temos apenas 2 jogos japonês que estou com vontade de jogar, Zelda Skyward Sword pra Wii e o incrível Last Guardian do PS3.

Espero que o mercado de games japoneses se recupere.

0 comentários:

Postar um comentário

Recent Posts