12 de março de 2011

Review - Bulletstorm - Kill With Skill

Que tal jogar Gears of War em 1° pessoa e sem nada de blablablabla? Sair pelo jogo correndo igual a um louco, no clássico estilo "Rambo" mandando tiro para tudo que é lado e vendo tudo ir pelos ares? Bulletstorm veio pra mostrar como se ter um excelente FPS divertido, com muita ação constante e sensação total de adrenalina. Para isso não tem nada melhor que encher a cara com umas biritas, falar uns palavrões e estourar muitos miolos com armas super potentes.


A História se passa em um futuro distante, mais precisamente no século 26, conta a história de Grayson Hunt, com seu companheiro Ishi Sato que faziam parte de um esquadrão chamado Dead Echo, esquadrão esse que se revolta depois de descobrir que a corporação se destinava a fins que eles não estavam dispostos a lutar. Em busca de vingança, eles saem atrás do general Sarrano, onde no meio do caminho, conhecem Trishka que se alia a eles em busca de vingança também.

Falando da jogabilidade, não é nada diferente do que estamos acostumados em jogos de tiro, nada fora dos padrões, mas com um ponto bastante positivo para um sistema intitulado de Skillshot, que dá pontos para fazer upgrades e comprar munições. A pontuação que você adquire varia com o tipo de morte que você causa ao oponente. O jogo disponibiliza um arsenal de 8 armas incluindo a Energy Leasho (Uma espécie de chicote que trás os inimigos em sua direção), sendo que cada arma tem suas Skillshots especificas, o que totaliza mais de 120 mortes diferentes para serem feitas, como estourar os miolos deles, jogá-los contra cactos gigantes, chutá-los para longe, e abusar do cenário para arremessá-los em armadilhas  e conseguir mais pontos na hora de finaliza-los. Enfim, tudo isso com muito sangue jorrando, desmembramentos de pernas, braços, cabeças, e ainda tendo a possibilidade de assistir a isso tudo estando bêbado, pois em determinados pontos da fase você encontra uma garrafa de bebida que você pode beber ou não para realizar duas matanças. Dependendo da ação que você realize com o inimigo, você pode ter por alguns segundos, uma espécie de câmera lenta para finalizar seu oponente e apreciar suas entranhas sendo espalhadas pelo cenário.

O jogo nos lembra muito o humor empregado em Duke Nukem, com muitas piadas, sarcasmos, palavrões, sátiras relacionadas ao console da microsoft ( As tristes 3RL ). Que foi utilizado como principal meio de marketing do jogo, lançando vários trailers satirizando Halo 3 e Call of Duty.


Falando um pouco da duração do jogo, o modo single-player tem um tempo aproximado de 5 horas, mas que pode variar de acordo com o nível de dificuldade. Alguns críticos reclamaram desse aspecto de que acaba se tornando repetitivo, mas particularmente eu não achei, o jogo acaba no momento exato, antes que isso aconteça.

Na parte gráfica as cutscenes que contam a história do jogo, não são um primor, deixando um pouco a desejar nas texturas, mas tenho que admitir que durante alguns momentos do jogo, tive de parar de jogar para  admirar o quão bem feito e detalhado era o cenário, o que me lembrou um pouco o caos de Army of Two, com prédios e casas destruídas. Resumindo, tive a sensação de que os gráficos são melhores rodando no meio da ação frenética com o cenário interagindo, do que as próprias cutscenes.


Um dos pontos negativos é  não possuir um multiplayer, só existem dois modos além do campanha:
Echoes, aonde você refaz algumas missões da campanha com uma pontuação a ser atingida e sendo qualificada com estrelas.
Anarchy, aonde você disputa com seus amigos para ver quem atinge a pontuação mais alta.

Enfim, esse foi um dos jogos que eu mais me diverti jogando sozinho e recomendo a todos como um bom passatempo para ser jogado durante horas, em momento algum você vai sentir vontade de parar de jogar.

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