29 de junho de 2011

Review - Alice: Madness Returns

Jogo lançado em 14 de Junho de 2011, produzido pela desconhecida Spicy Horse e distribuído pela EA. Alice: Madness Returns é uma grotesca e macabra distorção da obra original de Lewis Carroll, Alice no país das Maravilhas (não vou entrar em detalhes porque não conheço mas deve ser aqueles típicos contos de fadas a lá Disney) criada do pelo designer de games American McGee. O estilo é ação/plataforma em terceira pessoa com combate baseado em armas.

O enredo conta a história de Alice, uma adolescente recém saída de um hospício, em uma busca de respostas para o que aconteceu no dia em que sua família tragicamente morreu queimada dentro de sua própria casa (motivo pelo qual, ela foi parar no hospício).
A busca ocorre dentro de um mundo criado pela própria Alice dentro de sua mente. No decorrer do jogo, ao encontrar partes da memória e completar os capítulos, a verdadeira história para o acidente vai sendo contada.

A jogabilidade é bem simples e intuitiva, todos os controles são muito bem explicados e assimilados no decorrer do gameplay. Com ressalva para um problema que ocorre em alguns pontos do cenário que trava a movimentação da personagem.

Alice usando a metralhadora/moedor de pimentas.

A câmera pode ser controlada livremente ou pode ser fixada em um inimigo (no estilo Zelda dos áurios tempos de N64). O arsenal é composto por uma faca (a melhor no combate corpo-a-corpo, é bem rápida, mas tira pouca energia), uma espécie de martelo em formato de cavalo (boa quando os inimigos estão amontoados, ela é devastadora e quebra a guarda de alguns inimigos apesar de ser lenta), um moedor que atira pimenta (ideal para inimigos voadores), um bule que atira chá quente (bom para matar inimigos amontoados a longa distância) e um boneco-bomba (distrai os inimigos e é essencial para resolução de alguns quebra-cabeças).

Alice fica gigante em um dos mini-games do jogo.
A utilização do modo “shrink” é vital para localizar os segredos mais bem escondidos, além de fazer com que plataformas invisíveis sejam vistas.

Outro elemento interessante é a adoção de mini-games em determinadas partes do jogo (apesar da extrema facilidade para passar deles), vale destacar: um modo de jogo em 2D, um modo gigante (mata dezenas de inimigos com um simples pisão), escorregador(bem ao estilo Mario 64), uma espécie de xadrez espelhado, um puzzle slider e uma espécie de pinball (onde a bola é a cabeça de uma boneca).


Fase do castelo de cartas.
Os gráficos são o maior ponto fraco, pode-se encontrar alguns jogos da geração passada com gráficos melhores. Apesar da arte gráfica do jogo ser bela, a qualidade das texturas não agrada. Vale destacar na arte insana do jogo: nariz de porco voador, coelho e rato com peças de máquinas, vaca voadora, castelo de carta flutuante, hospício, enfim, personagens e lugares exageradamente caricatos que representam bem o estado mental de Alice.

Quem gostava daqueles jogos de ação/plataforma da era recém 3D como Mário 64, Banjo Kazooie, Donkey Kong e Crash Bandicoot, onde o foco era coletar itens, explorar os cenários e resolver puzzles, vai gastar boas horas imerso no mundo excêntrico e psicodélico de Alice: Madness Returns.

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